Num mundo perfeito, eu seria um tipo rico, famoso, bem sucedido, teria a meu lado a mulher dos meus sonhos e seria talvez um modelo a seguir.«Felizmente» não nasci logo nesse mundo, não sou rico, famoso e não tenho a mulher dos meus sonhos. Felizmente vivo num mundo em que para se ter aquilo que se quer é preciso trabalho, dedicação , coragem e sobre tudo encarar a felicidade como um caminho para esse fim e não como um fim, na realidade vivo num mundo onde a luta pelo pouco que tenho, e a ambição de ir sempre mais além me da um prazer enorme, e me faz sentir vivo e com força para não deixar de sonhar. Tenho a certeza que se algum dia chegar ao mundo perfeito que descrevi inicialmente, vou muito mais feliz do que se tivesse nascido já nesse mundo perfeito, e tudo isto por causa de ter tido trabalho e engenho suficientes para lá chegar. O importante não é ter o que se ama mas sim amar se o que se tem, e nunca dizer não a qualquer oportunidade de ser feliz.
By: André Leal
O “ideias as cores” é um blog onde serão publicados posts acerca dos mais variados temas, ideias minhas, entre outros assuntos. Vamos dar maior ênfase a temas como Tecnologia, História, Astronomia, Ciência, Actualidades, Cinema, Musica etc… Este blog destina se a todos os amantes do conhecimento geral, este vai ser o espaço de acção livre da mente na internet, pois o lema é “Tudo tem um lado interessante”.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Feliz é o ateu
Feliz é o ateu, porque vive a sua vida honestamente pelo simples facto de saber que essa é a foram correcta, sem a exigência de recompensas ou medo de castigos eternos. Tem a certeza que após a sua morte, restarão apenas os seus actos, que, por mais insignificantes que possam parecer, decidirão o futuro de muitos. Acredita na ciência como caminho possível de adquirir conhecimentos que ajudaram a desvendar mistérios naturais e facilitar a vida do próximo. Não teme a escuridão e a vê apenas como falta de luz e não como um esconderijo de fantasmas. Ateu é aquele que adquiriu a maioridade intelectual e não precisa de se apoiar num pai eternamente castrador e punitivo. Sabe que o maior tesouro da humanidade é a liberdade de escolher o rumo dos seus pensamentos e imaginação, para alem disso tem a humildade de se colocar ao lado de todos os animais que partilham o planeta com ele. Não acreditar que se tem a vida dependente de um ser superior e também conseguir libertar se dos fantasmas que povoaram as mentes dos nossos antepassados e não os condenar por isso. O ateu reconhece que o seu corpo pertence a matéria do universo e presta homenagem a todos os ancestrais, reconhecendo as incertezas e dificuldades que nos trouxeram até este ponto da evolução, e se rebela e questiona em busca da verdade e da liberdade. Não é aquele que se cala e acredita por medo de pecar. Não é obrigado a ir a convenções e a fingir que vê o que não existe. Ser ateu é ser senhor do propio destino.
Autor anonimo
Autor anonimo
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Futebol e a Crise
A crise e o futebol, este vai ser o tema de que vou falar nos parágrafos seguintes, acho um comportamento curioso da sociedade, esta relação com o desporto rei, uma vez que pode não haver dinheiro para muita coisa importante, mas os altos patrocínios, bilheteiras esgotadas, transferências de valores exorbitantes e salários milionários nunca vão faltar no futebol por maior que seja a crise.
Vou começar por falar do caso português pois é o que interfere mais directamente nas nossas vidas, até podemos nem gostar de futebol mas até para as donas de casa mais despreocupadas com o desporto o nome de Cristiano Ronaldo não é desconhecido. Sim é verdade que esta sempre em voga nas revistas cor-de-rosa, mas nos noticiários aparece sempre uma excentricidade qualquer que custa milhões e que este rapaz compra, e com que dinheiro? Questão fundamental como é que Benfica, Porto ou qualquer outro clube conseguem pagar ordenados milionários aos jogadores, é simples o futebol para além do entretenimento é um jogo de interesses, e o que faz mover esses interesses é o dinheiro.
Patrocínios são a maior fonte de receitas do futebol, todos os anos os clubes assinam contractos milionários com patrocinadores, isto funciona como um ciclo basta pensar-mos que os patrocinadores ganham o dinheiro através da venda da sua marca ao público, uma parte desses lucros das vendas é usada por exemplo para por o nome da empresa nas t-shirts, ou no estádio de um clube de futebol, quem vê futebol vai ver também a marca do patrocínio e depois é provável que a venha comprar. Quanto maior a dimensão o clube melhor a publicidade feita, pois se o clube joga em competições internacionais vai levar a marca além-fronteiras, e também maior é a quantia requisitada pelo clube em troca da publicidade. As empresas vão buscar lucros aos consumidores, que também são o público do futebol, logo nos somos responsáveis em parte pelos ordenados milionários dos jogadores.
Receitas de bilheteira, o público vai ao estádio paga bilhete para assistir ao jogo, gera receitas para o clube. Para atrair pessoas aos jogos é preciso que os clubes estejam bem desportivamente, e para um clube estar bem precisa de ter bons jogadores a ganhar ordenados brutais, porque quanto melhor for o jogador maior o salário, gastam-se também quantias enormes para roubar um jogador a outro clube. E na bilheteira verifica-se o melhor exemplo de que quem paga o futebol é o publico, pois o publico não muda de clube e ainda dá dinheiro a instituição isso sim é amor a camisola, mais do que qualquer jogador em campo os adeptos são o coração de qualquer clube.
Outra forma de gerar receitas através dos fãs, são as lojas onde se vendem produtos com a marca dos clubes de futebol, e em Portugal temos um exemplo a nível mundial, o Benfica gera grande número de receitas com a sua marca, porque tem muitos sócios, adeptos e simpatizantes e esses são o universo de potenciais compradores desse tipo de produtos.
Os parágrafos anteriores são um bom exemplo explicativo de como nos enquanto adeptos do futebol pagamos as loucuras dos clubes de futebol, e o pior é que o fanatismo faz com que muito boa gente neste país ponha o pagamento de cotas, o dinheiro para os bilhetes entre outras formas de gasto com clubes a frente de gastos prioritários, por exemplo com os filhos, há cabecinhas que põem o futebol a frente de tudo na vida apenas por fanatismo.
Definitivamente temos de chegar a conclusão de que a crise custa a chegar ao futebol, e quando chega, os bancos ajudam as instituições desportivas com mais uns empréstimos estrondosos que vão demorar décadas a pagar, e que serão pagos pelos adeptos, isso sem dúvida.
O futebol é um desporto para todos, não é um desporto elitista como o ténis ou o rugby, por isso os mais pobres jogam futebol com as mesmas facilidades e oportunidades que os mais ricos, e é por ser um desporto que faz sonhar os mais desfavorecidos que tanto faz sonhar e vibrar o povo. Futebol é sinónimo de capital, pois sem ele morre.
Em suma após esta reflecção acerca da origem do capital futebolístico é mais que conclusivo, que o país pode estar um caos, mas enquanto houver uma partida de futebol na TV ou no estádio e umas cervejas esta tudo bem, pelo menos para os adeptos mais fervorosos.
By: André Leal
sábado, 18 de junho de 2011
Baixar os braços nunca...
Reflecção, tudo o que nos acontece é apenas o resultado directo das nossas escolhas e dos nossos erros ou dos nossos sucessos, sem duvida que é, e acredito nisso mas há sempre o factor surpresa que é quando algo que não se esperava acontece. Em relação ao factor surpresa nada podemos fazer, pois é o resultado das acções de terceiros que tem influência na nossa vida.
Esta pequena introdução divagadora serve apenas para fazer uma abertura subjectiva ao assunto de que vou falar hoje, o que venho hoje dizer é que vai na minha alma, o orgulho de ser Português. Tempos mais difíceis que aqueles que vivemos haverão de vir sem dúvida, mas a única forma de conseguirmos superar tudo o que ai vem é tornar o nosso pensamento positivista por mais difícil que pareça ou que realmente seja é essa a chave para o sucesso, podem perguntar mas como é possível? Todos os dias vamos ter a força necessária para nos lembrarmos do que somos como povo e isso basta.
Somos uma das nações mais antigas do mundo e a mais antiga da Europa, tantas vezes no passado o nosso povo passou por situações bem mais complicadas do que aquela que vivemos agora e sempre as soube superar, fomos os inventores ou melhor os pioneiros da globalização através dos descobrimentos conquistamos o mundo e demos novos mundos ao mundo. País de heróis, poetas e de gente sabia é este nosso Portugal é nisso que todos temos de pensar e agir individualmente pensando como um todo. Sei que é difícil pensar desta forma principalmente quando se esta desempregado, endividado ou já sem esperança, mas não é certamente ficando de braços cruzados a espera que um milagre aconteça que nos vamos safar, os Portugueses tem de voltar a ser dinâmicos e a perder o medo da mesma forma que aqueles que há uns séculos atrás se fizeram aos mares desconhecidos arriscando a vida em busca da gloria.
A solução é só uma e esta em cada um de nós, basta seguir o conselho de um poeta, e por tudo quanto somos no mínimo que fazemos.
by: André Leal
Esta pequena introdução divagadora serve apenas para fazer uma abertura subjectiva ao assunto de que vou falar hoje, o que venho hoje dizer é que vai na minha alma, o orgulho de ser Português. Tempos mais difíceis que aqueles que vivemos haverão de vir sem dúvida, mas a única forma de conseguirmos superar tudo o que ai vem é tornar o nosso pensamento positivista por mais difícil que pareça ou que realmente seja é essa a chave para o sucesso, podem perguntar mas como é possível? Todos os dias vamos ter a força necessária para nos lembrarmos do que somos como povo e isso basta.
Somos uma das nações mais antigas do mundo e a mais antiga da Europa, tantas vezes no passado o nosso povo passou por situações bem mais complicadas do que aquela que vivemos agora e sempre as soube superar, fomos os inventores ou melhor os pioneiros da globalização através dos descobrimentos conquistamos o mundo e demos novos mundos ao mundo. País de heróis, poetas e de gente sabia é este nosso Portugal é nisso que todos temos de pensar e agir individualmente pensando como um todo. Sei que é difícil pensar desta forma principalmente quando se esta desempregado, endividado ou já sem esperança, mas não é certamente ficando de braços cruzados a espera que um milagre aconteça que nos vamos safar, os Portugueses tem de voltar a ser dinâmicos e a perder o medo da mesma forma que aqueles que há uns séculos atrás se fizeram aos mares desconhecidos arriscando a vida em busca da gloria.
A solução é só uma e esta em cada um de nós, basta seguir o conselho de um poeta, e por tudo quanto somos no mínimo que fazemos.
by: André Leal
sábado, 21 de maio de 2011
Já não há respeito pelo povo...
Habilitações não são em todos os casos sinónimo de sabedoria nem de cultura, já vi licenciados que não sabiam quem foi o Vasco da Gama, já vi também pessoas que nem o 9º ano tem serem mais astutas, inteligentes e cultas que muitos políticos e doutores, acreditem ou não essas pessoas ainda tem outra qualidade que faz falta a muita gente...humildade.
By:André Leal
By:André Leal
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Manifesto dos 74 Nascidos depois de 74: O Inevitável É Inviável.
Somos cidadãos e cidadãs nascidos depois do 25 de Abril de 1974. Crescemos com a consciência de que as conquistas democráticas e os mais básicos direitos de cidadania são filhos directos desse momento histórico. Soubemos resistir ao derrotismo cínico, mesmo quando os factos pareciam querer lutar contra nós: quando o então primeiro-ministro Cavaco Silva recusava uma pensão ao capitão de Abril, Salgueiro Maia, e a concedia a torturadores da PIDE/DGS; quando um governo decidia comemorar Abril como uma «evolução», colocando o «r» no caixote de lixo da História; quando víamos figuras políticas e militares tomar a revolução do 25 de Abril como um património seu. Soubemos permanecer alinhados com a sabedoria da esperança, porque sem ela a democracia não tem alma nem futuro.
O momento crítico que o país atravessa tem vindo a ser aproveitado para promover uma erosão preocupante da herança material e simbólica construída em torno do 25 de Abril. Não o afirmamos por saudosismo bacoco ou por populismo de circunstância. Se não é de agora o ataque a algumas conquistas que fizeram de nós um país mais justo, mais livre e menos desigual, a ofensiva que se prepara – com a cobertura do Fundo Monetário Internacional e a acção diligente do «grande centro» ideológico – pode significar um retrocesso sério, inédito e porventura irreversível. Entendemos, por isso, que é altura de erguermos a nossa voz. Amanhã pode ser tarde.
O primeiro eixo dessa ofensiva ocorre no campo do trabalho. A regressão dos direitos laborais tem caminhado a par com uma crescente precarização que invade todos os planos da vida: o emprego e o rendimento são incertos, tal como incerto se torna o local onde se reside, a possibilidade de constituir família, o futuro profissional. Como o sabem todos aqueles e aquelas que experienciam esta situação, a precariedade não rima com liberdade. Esta só existe se estiverem garantidas perspectivas mínimas de segurança laboral, um rendimento adequado, habitação condigna e a possibilidade de se acederem a dispositivos culturais e educativos. O desemprego, os falsos recibos verdes, o uso continuado e abusivo de contratos a prazo e as empresas de trabalho temporário são hoje as faces deste tempo em que o trabalho sem direitos se tornou a norma. Recentes declarações de agentes políticos e económicos já mostraram que a redução dos direitos e a retracção salarial é a rota pretendida.Em sentido inverso, estamos dispostos a lutar por um novo pacto social que trave este regresso a vínculos laborais típicos do século XIX.
O segundo eixo dessa ofensiva centra-se no enfraquecimento e desmantelamento do Estado social. A saúde e a educação são as duas grandes fatias do bolo público que o apetite privado busca capturar e algum caminho, ainda que na penumbra, tem sido trilhado. Sabemos que não há igualdade de oportunidades sem uma rede pública estruturada e acessível de saúde e educação, e estamos convencidos de que não há democracia sem igualdade de oportunidades. Preocupa-nos, por isso, o desinvestimento no SNS, a inexistência de uma rede de creches acessível, os problemas que enfrenta a escola pública e as desistências de frequência do ensino superior por motivos económicos. Num país com fortes bolsas de pobreza e com endémicas desigualdades, corroer direitos sociais constitucionalmente consagrados é perverter a nossa coluna vertebral democrática, e o caldo perfeito para o populismo xenófobo. Com isso, não podemos pactuar. No nosso ponto de vista,esta é a linha de fronteira que separa uma sociedade preocupada com o equilíbrio e a justiça e uma sociedade baseada numa diferença substantiva entre as elites e a restante população.
Por fim, o terceiro e mais inquietante eixo desta ofensiva anti-Abril assenta naimposição de uma ideia de inevitabilidade que transforma a política mais numa ratificação de escolhas já feitas do que numa disputa real em torno de projectos diferenciados. Este discurso ganhou terreno nos últimos tempos, acentuou-se bastante nas últimas semanas e tenderá a piorar com a transformação do país num protectorado do FMI. Um novo vocabulário instala-se, transformando em «credores» aqueles que lucram com a dívida, em «resgate financeiro» a imposição ainda mais acentuada de políticas de austeridade e em «consenso alargado» a vontade de ditar a priori as soluções governativas. Esta maquilhagem da língua ocupa de tal forma o terreno mediático que a própria capacidade de pensar e enunciar alternativas se encontra ofuscada.
Por isso dizemos: queremos contribuir para melhorar o país, mas recusamos ser parte de uma engrenagem de destruição de direitos e de erosão da esperança. Se nos roubarem Abril, dar-vos-emos Maio!
subscrevem o manifesto do/as 74 por 74
1.Alexandre de Sousa Carvalho – relações internacionais, investigador;
2.Alexandre Isaac – antropólogo, dirigente associativo;
3.Alfredo Campos – sociólogo, bolseiro de investigação;
4.Ana Fernandes Ngom – animadora sociocultural;
5.André Avelãs – artista;
6.André Rosado Janeco – bolseiro de doutoramento;
7.António Cambreiro – estudante;
8.Artur Moniz Carreiro – desempregado;
9.Bruno Cabral – realizador;
10.Bruno Rocha – administrativo;
11.Bruno Sena Martins – antropólogo;
12.Carla Silva – médica, sindicalista;
13.Catarina F. Rocha – estudante;
14.Catarina Fernandes – animadora sociocultural, estagiária;
15.Catarina Guerreiro – estudante;
16.Catarina Lobo – estudante;
17.Celina da Piedade – música;
18.Chullage - sociólogo, músico;
19.Cláudia Diogo – livreira;
20.Cláudia Fernandes – desempregada;
21.Cristina Andrade – psicóloga;
22.Daniel Sousa – guitarrista, professor;
23.Duarte Nuno - analista de sistemas;
24.Ester Cortegano – tradutora;
25.Fernando Ramalho – músico;
26.Francisca Bagulho – produtora cultural;
27.Francisco Costa – linguista;
28.Gui Castro Felga – arquitecta;
29.Helena Romão – música, musicóloga;
30.Joana Albuquerque – estudante;
31.Joana Ferreira – lojista;
32.João Labrincha – relações internacionais, desempregado;
33.Joana Manuel – actriz;
34.João Pacheco – jornalista;
35.João Ricardo Vasconcelos – politólogo, gestor de projectos;
36.João Rodrigues – economista;
37.José Luís Peixoto – escritor;
38.José Neves – historiador, professor universitário;
39.José Reis Santos – historiador;
40.Lídia Fernandes – desempregada;
41.Lúcia Marques – curadora, crítica de arte;
42.Luís Bernardo – estudante de doutoramento;
43.Maria Veloso – técnica administrativa;
44.Mariana Avelãs – tradutora;
45.Mariana Canotilho – assistente universitária;
46.Mariana Vieira – estudante de doutoramento;
47.Marta Lança – jornalista, editora;
48.Marta Rebelo – jurista, assistente universitária;
49.Miguel Cardina – historiador;
50.Miguel Simplício David – engenheiro civil;
51.Nuno Duarte (Jel) – artista;
52.Nuno Leal – estudante;
53.Nuno Teles – economista;
54.Paula Carvalho – aprendiz de costureira;
55.Paula Gil – relações internacionais, estagiária;
56.Pedro Miguel Santos – jornalista;
57.Ricardo Araújo Pereira – humorista;
58.Ricardo Lopes Lindim Ramos – engenheiro civil;
59.Ricardo Noronha – historiador;
60.Ricardo Sequeiros Coelho – bolseiro de investigação;
61.Rita Correia – artesã;
62.Rita Silva – animadora;
63.Salomé Coelho – investigadora em Estudos Feministas, dirigente associativa;
64.Sara Figueiredo Costa – jornalista;
65.Sara Vidal – música;
66.Sérgio Castro – engenheiro informático;
67.Sérgio Pereira – militar;
68.Tiago Augusto Baptista – médico, sindicalista;
69.Tiago Brandão Rodrigues – bioquímico;
70.Tiago Gillot – engenheiro agrónomo, encarregado de armazém;
71.Tiago Ivo Cruz – programador cultural;
72.Tiago Mota Saraiva – arquitecto;
73.Tiago Ribeiro – sociólogo;
74.Úrsula Martins – estudante.
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O momento crítico que o país atravessa tem vindo a ser aproveitado para promover uma erosão preocupante da herança material e simbólica construída em torno do 25 de Abril. Não o afirmamos por saudosismo bacoco ou por populismo de circunstância. Se não é de agora o ataque a algumas conquistas que fizeram de nós um país mais justo, mais livre e menos desigual, a ofensiva que se prepara – com a cobertura do Fundo Monetário Internacional e a acção diligente do «grande centro» ideológico – pode significar um retrocesso sério, inédito e porventura irreversível. Entendemos, por isso, que é altura de erguermos a nossa voz. Amanhã pode ser tarde.
O primeiro eixo dessa ofensiva ocorre no campo do trabalho. A regressão dos direitos laborais tem caminhado a par com uma crescente precarização que invade todos os planos da vida: o emprego e o rendimento são incertos, tal como incerto se torna o local onde se reside, a possibilidade de constituir família, o futuro profissional. Como o sabem todos aqueles e aquelas que experienciam esta situação, a precariedade não rima com liberdade. Esta só existe se estiverem garantidas perspectivas mínimas de segurança laboral, um rendimento adequado, habitação condigna e a possibilidade de se acederem a dispositivos culturais e educativos. O desemprego, os falsos recibos verdes, o uso continuado e abusivo de contratos a prazo e as empresas de trabalho temporário são hoje as faces deste tempo em que o trabalho sem direitos se tornou a norma. Recentes declarações de agentes políticos e económicos já mostraram que a redução dos direitos e a retracção salarial é a rota pretendida.Em sentido inverso, estamos dispostos a lutar por um novo pacto social que trave este regresso a vínculos laborais típicos do século XIX.
O segundo eixo dessa ofensiva centra-se no enfraquecimento e desmantelamento do Estado social. A saúde e a educação são as duas grandes fatias do bolo público que o apetite privado busca capturar e algum caminho, ainda que na penumbra, tem sido trilhado. Sabemos que não há igualdade de oportunidades sem uma rede pública estruturada e acessível de saúde e educação, e estamos convencidos de que não há democracia sem igualdade de oportunidades. Preocupa-nos, por isso, o desinvestimento no SNS, a inexistência de uma rede de creches acessível, os problemas que enfrenta a escola pública e as desistências de frequência do ensino superior por motivos económicos. Num país com fortes bolsas de pobreza e com endémicas desigualdades, corroer direitos sociais constitucionalmente consagrados é perverter a nossa coluna vertebral democrática, e o caldo perfeito para o populismo xenófobo. Com isso, não podemos pactuar. No nosso ponto de vista,esta é a linha de fronteira que separa uma sociedade preocupada com o equilíbrio e a justiça e uma sociedade baseada numa diferença substantiva entre as elites e a restante população.
Por fim, o terceiro e mais inquietante eixo desta ofensiva anti-Abril assenta naimposição de uma ideia de inevitabilidade que transforma a política mais numa ratificação de escolhas já feitas do que numa disputa real em torno de projectos diferenciados. Este discurso ganhou terreno nos últimos tempos, acentuou-se bastante nas últimas semanas e tenderá a piorar com a transformação do país num protectorado do FMI. Um novo vocabulário instala-se, transformando em «credores» aqueles que lucram com a dívida, em «resgate financeiro» a imposição ainda mais acentuada de políticas de austeridade e em «consenso alargado» a vontade de ditar a priori as soluções governativas. Esta maquilhagem da língua ocupa de tal forma o terreno mediático que a própria capacidade de pensar e enunciar alternativas se encontra ofuscada.
Por isso dizemos: queremos contribuir para melhorar o país, mas recusamos ser parte de uma engrenagem de destruição de direitos e de erosão da esperança. Se nos roubarem Abril, dar-vos-emos Maio!
subscrevem o manifesto do/as 74 por 74
1.Alexandre de Sousa Carvalho – relações internacionais, investigador;
2.Alexandre Isaac – antropólogo, dirigente associativo;
3.Alfredo Campos – sociólogo, bolseiro de investigação;
4.Ana Fernandes Ngom – animadora sociocultural;
5.André Avelãs – artista;
6.André Rosado Janeco – bolseiro de doutoramento;
7.António Cambreiro – estudante;
8.Artur Moniz Carreiro – desempregado;
9.Bruno Cabral – realizador;
10.Bruno Rocha – administrativo;
11.Bruno Sena Martins – antropólogo;
12.Carla Silva – médica, sindicalista;
13.Catarina F. Rocha – estudante;
14.Catarina Fernandes – animadora sociocultural, estagiária;
15.Catarina Guerreiro – estudante;
16.Catarina Lobo – estudante;
17.Celina da Piedade – música;
18.Chullage - sociólogo, músico;
19.Cláudia Diogo – livreira;
20.Cláudia Fernandes – desempregada;
21.Cristina Andrade – psicóloga;
22.Daniel Sousa – guitarrista, professor;
23.Duarte Nuno - analista de sistemas;
24.Ester Cortegano – tradutora;
25.Fernando Ramalho – músico;
26.Francisca Bagulho – produtora cultural;
27.Francisco Costa – linguista;
28.Gui Castro Felga – arquitecta;
29.Helena Romão – música, musicóloga;
30.Joana Albuquerque – estudante;
31.Joana Ferreira – lojista;
32.João Labrincha – relações internacionais, desempregado;
33.Joana Manuel – actriz;
34.João Pacheco – jornalista;
35.João Ricardo Vasconcelos – politólogo, gestor de projectos;
36.João Rodrigues – economista;
37.José Luís Peixoto – escritor;
38.José Neves – historiador, professor universitário;
39.José Reis Santos – historiador;
40.Lídia Fernandes – desempregada;
41.Lúcia Marques – curadora, crítica de arte;
42.Luís Bernardo – estudante de doutoramento;
43.Maria Veloso – técnica administrativa;
44.Mariana Avelãs – tradutora;
45.Mariana Canotilho – assistente universitária;
46.Mariana Vieira – estudante de doutoramento;
47.Marta Lança – jornalista, editora;
48.Marta Rebelo – jurista, assistente universitária;
49.Miguel Cardina – historiador;
50.Miguel Simplício David – engenheiro civil;
51.Nuno Duarte (Jel) – artista;
52.Nuno Leal – estudante;
53.Nuno Teles – economista;
54.Paula Carvalho – aprendiz de costureira;
55.Paula Gil – relações internacionais, estagiária;
56.Pedro Miguel Santos – jornalista;
57.Ricardo Araújo Pereira – humorista;
58.Ricardo Lopes Lindim Ramos – engenheiro civil;
59.Ricardo Noronha – historiador;
60.Ricardo Sequeiros Coelho – bolseiro de investigação;
61.Rita Correia – artesã;
62.Rita Silva – animadora;
63.Salomé Coelho – investigadora em Estudos Feministas, dirigente associativa;
64.Sara Figueiredo Costa – jornalista;
65.Sara Vidal – música;
66.Sérgio Castro – engenheiro informático;
67.Sérgio Pereira – militar;
68.Tiago Augusto Baptista – médico, sindicalista;
69.Tiago Brandão Rodrigues – bioquímico;
70.Tiago Gillot – engenheiro agrónomo, encarregado de armazém;
71.Tiago Ivo Cruz – programador cultural;
72.Tiago Mota Saraiva – arquitecto;
73.Tiago Ribeiro – sociólogo;
74.Úrsula Martins – estudante.
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Foi a 37 anos
Revolução dos Cravos
Localização Portugal
Data 25 de Abril de 1974
Resultado Fim do regime Estado Novo (Portugal)
Instauração da Democracia
Revolução dos Cravos refere-se a um período da história de Portugal resultante de um golpe de Estado militar, ocorrido a 25 de Abril de 1974, que depôs o regime ditatorial do Estado Novo, vigente desde 1933, e que iniciou um processo que viria a terminar com a implantação de um regime democrático, com a entrada em vigor da nova Constituição a 25 de Abril de 1976.
Este golpe, normalmente conhecido pelos portugueses como 25 de Abril, foi conduzido por um movimento militar, o Movimento das Forças Armadas (MFA), composto por oficiais intermédios da hierarquia militar, na sua maior parte capitães[2] que tinham participado na Guerra Colonial e apoiados pelos oficiais milicianos, estudantes recrutados, muitos deles universitários. Este movimento nasceu por volta de 1973, baseado inicialmente em reivindicações corporativistas como a luta pelo prestígio das forças armadas[3], acabando por se estender ao regime político em vigor[4]. Sem apoios militares, e com a adesão em massa da população, a resistência do regime ao golpe foi praticamente inexistente, registando-se apenas quatro mortos.[5]
Após o golpe foi criada a Junta de Salvação Nacional, responsável pela nomeação do Presidente da República, pelo programa do Governo Provisório e respectiva orgânica. Assim, a 15 de Maio de 1974, o General António de Spínola foi nomeado Presidente da República que por sua vez atibuíu o cargo de primeiro-ministro a Adelino da Palma Carlos.[6]
Seguiu-se um período de grande agitação social, política e militar conhecido como o PREC (Processo Revolucionário Em Curso), marcado por manifestações, ocupações, governos provisórios, nacionalizações, e confrontos militares, apenas terminado com uma tentativa de golpe de Estado fracassada a 25 de Novembro de 1975.[7]
Com uma conjuntura mais estável, foi possível prosseguir com os trabalhos da Assembleia Constituinte e chegar a uma nova constituição democrática, que entrou em vigor no dia 25 de Abril de 1976, o mesmo dia das primeiras eleições legislativas da nova República.
Na sequência destes eventos foi instituído em Portugal um feriado nacional no dia 25 de Abril, denominado "Dia da Liberdade".
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