quarta-feira, 10 de outubro de 2012


Democracia, uma forma de governo onde os cidadãos são a fonte do poder, ou melhor onde os cidadão usam o poder directa ou indirectamente. No caso de uma democracia directa, não existe a eleição de representantes do povo (deputados ou mandatários), por sua vez o povo reúne se em assembleia tal como na Grécia antiga e chega a uma decisão obtida através de uma votação maioritária. Na democracia indirecta, mais conhecida como a democracia moderna o povo faz se representar através de deputados numa assembleia a nível global num estado. Depois de uma breve alusão aos dois tipos de democracia, acho que o meu post de hoje esta com o prologo feito.
  Quando nos deparamos com uma crise, seja ela económica, ideológica, civilizacional ou de qualquer outra natureza que ponha um serio desafio aos homens e mulheres de qualquer época, acho que a solução deve passar por encontrar novas perspectivas em relação ao obstáculo que nos esta a importunar.
  Os 38 anos da nossa democracia foram desastrosos, a democracia bipolarizou em torno de dois partidos que põem os interesses a frente da moral e da ética, com o passar do tempo os cidadãos aborreceram se e uma boa parcela deixou de votar o que empobreceu ainda mais a nossa democracia. Actualmente temos na nossa assembleia 5 partidos, dos quais três tem partilhado o poder nas ultimas quase 4 décadas, ora laranja, ora rosa, ora laranja e azul tem sido assim que nos temos afundado enquanto nação e os dois partidos que restam partilham ideias que pertencem aos finais do século XIX, o comunismo ( a utopia politica) são os pilares do PCP e do BE, mas estes não fazem mais que a politica do deita abaixo que qualquer um de nos faz todos os dias no café. Há depois uma parafernália interminável de partidos e movimentos sem representação na assembleia da república, que não servem se não para evitar muitas vezes o voto em branco.
 Hoje numa conversa de café dei por mim a ouvir alguém a falar numa democracia semidirecta, tal como na Islândia ou em alguns cantões da Suíça, algo em que concentrei, mas que não me deu logo uma luz, pois não sabia a definição do conceito, assim que cheguei a casa, foi investigar e é algo muito inteligente, praticável e mais difícil de corromper do que a nossa democracia indirecta. Ora passo a dar a definição de democracia semidirecta que encontrei na Wikipédia: (Uma democracia semidirecta  é um regime de democracia em que existe a combinação de representação política com formas de Democracia directa . No mundo actual o sistema que mais se aproxima dos ideais da democracia directa é a democracia semidirecta da Suíça . A Democracia semidirecta, conforme é uma forma de democracia que possibilita um sistema mais bem-sucedido de democracia frente as democracias Representativa e Directa, ao permitir um equilíbrio operacional entre a representação política e a soberania popular directa. A prática desta acção equilibrante da democracia semidirecta, segundo Bonavides  limita a “alienação política da vontade popular”, onde “a soberania está com o povo, e o governo, mediante o qual essa soberania se comunica ou exerce, pertence ao elemento popular nas matérias mais importantes da vida pública”.
Para uma democracia semidirecta ideal seria aquela em que a maioria, tendo poder de decisão sobre todas as decisões colectivas que lhe diz respeito, decide sobre as que considera mais importantes, ao intervir em quórum deliberativo maioritário sobre as mesmas, e delega a decisão sobre as menos importantes, por quórum deliberativo minoritário (e desta forma omissivo), aos representantes eleitos para este fim.
O problema de participação do eleitorado em votações, e os assuntos afeitos à legitimidade do quórum deliberativo, podem ser modernamente resolvidos, de forma mais sofisticada do que o acima sugerido, como vem sendo testado no projecto Demoex, mediante a utilização de algoritmos nas votações; ao invés de se adoptar o simples sistema tradicional de votação exclusiva "sim" ou "não".
 Visto que se se aplica se um modo de autogoverno destes em Portugal, ter se iam de fazer muitos ajustes a realidade do país e, mas isso é outro assunto, o fundamental é perceber que  as pseudo soluções politicas em Portugal para os nossos problemas serão sempre ultrapassadas pelos interesses de quem nos representa, pois quando alguém dispões de um grande poder ou de um grande responsabilidade em raros casos é capaz de dar conta do assunto de maneira adequada. Já estou farto de criticar que nos governa, já começo a ficar farto de ouvir todos criticarem, sem terem soluções onde assentar a critica e serem tidos como solucionarios, já é hora de cada Portugueses reflectir e perguntar se o que esta mal são as pessoas ou o sistema.

BY: André Leal

sábado, 6 de outubro de 2012

De pernas para o ar.


Bandeira ao contrário, é um bom mote para escrever seja o que for contra este péssimo governo, uma boa forma de começar qualquer texto crítico ou apreciativo neste dia 6 de Outubro. Porem esta foi a forma de nos despedirmos do último 5 de Outubro feriado comemorativo da implantação da república portuguesa, com os valores democráticos em crise e com uma bandeira de pernas para o ar tal como o país.
  Não venho deitar nada a baixo, pois a história da bandeira já teve a critica que bastasse, só venho dizer que sou contra o fim de feriados históricos como o 5 de Outubro, pois como português que sou tenho orgulho na história do nosso país e sinto que se perde um pouco da nossa entidade nacionalista com o fim deste feriado. Sou a favor do fim de determinados feriados religiosos, no meu ver só faz sentido ficar a pascoa e o natal, pois são épocas de união familiar e não é preciso ser se católico para se celebrar o espírito de solidariedade e de união familiar. Quanto aos nossos feriados históricos defendo os com um argumento simples, os portugueses não são todos católicos, há no nosso país liberdade religiosa e por isso cada um é livre de escolher a religião que quer seguir, mas no que toca a nacionalidade ninguém escolhe ser português, para se ser português basta nascer neste belo país a beira-mar plantado e a partir desse momento temos o direito e o dever de celebrar as conquistas e os feitos dos nossos antecedentes.
 O nosso país esta a morrer aos poucos e se nos portugueses nos começarmos a esquecer da nossas história depressa nos vai afligir algo bem pior que a crise económica, a perda da nossa entidade nacional.

By: André Leal

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

In Sweet Temptations

Passo a apresentar um novo blog http://insweettemptations.blogspot.pt/, estou a seguir pela optimas dicas culinarias e a enorme ajuda que nos pode dar a todos os niveis. Disfrutem e bom aptetit.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Ver e entender...

Devido a crise económica e as suas consequencias directas, nos dias que correm em Portugal é normal que os órgãos sindicais e outros movimentos se unão em torno dos direitos dos cidadãos e convoquem greves, manifestações e outros protestos. Vivemos num estado de direito democrático e como tal, demonstrar o nosso descontentamento de forma civilizada é um direito que nos assiste. No passado dia 22 de Março, Portugal assistiu a uma greve geral, que apesar de ter ficado um pouco aquém das expectativas, foi das que mais impacto teve junto da sociedade e pelos piores motivos.
Nos últimos dias a comunicação social lançou um ataque sem precedentes a acção da policia nos confrontos do chiado, devido a uma agressão de um policia a uma jornalista que se encontrava a cobrir o acontecimento. Apesar da fotoreporter se ter identificado como jornalista não evitou que fosse agredida, infelizmente neste caso pagou o justo pelo pecador. A atitude do policia em questão é de todo condenável, apartir do momento em que a repórter se identifica, é lamentável que situações destas aconteçam, mas no meu ver essa foi a única mancha na actuação policial nesse dia, porque apesar de tudo a policia teve muito bem.
Desde o sucedido ainda vi muito pouca gente que veio a publico defender a acção dos agentes da autoridade, já para não falar sequer de apoiar. Eu só tenho a lamentar como já disse no paragrafo anterior, a situação infeliz da jornalista, porque de resto dou o meu total apoio ao que foi feito pela policia. Em casa só vimos aquilo que é a ideia com que nos tentam formatar a opinião através dos meios de comunicação social, e a ideia foi que a policia foi desumana, bruta, abusou da força e foi insensível.
Só de ler quatro artigos sobre o assunto em jornais bem distintos, vi que se formos imparciais e estivermos a levar uma leitura sem tomar partido de nenhum dos lados, chegamos a conclusões, e vimos a outra face da noticia que não é tão exposta pois não interessa muito a quem a escreve passar essa ideia, e la põe essas partes da noticia para não ser tão sencionalista ao ponto de se descredibilizar por completo. Os apoiantes da plataforma 15 de Outubro antes de se dirigirem em marcha de protesto ate a assembleia da republica passaram pelo Chiado, e foi ai que se deu o clímax da violência. Os manifestantes provocaram a policia com o arremesso de cadeiras, chapéus de sol, mesas e outros objectos que se encontravam na esplanada do café Brasileira os clientes que la se encontravam tiveram de fugir dos manifestantes. Durante o desfile, foram atirando ovos as instituições bancarias que encontraram pelo caminho, em alguns casos pessoas que se estavam a servir do multibanco foram atingidas também com ovos. A certo momento da marcha, os manifestantes arremessaram pedras da calçada contra a policia ferindo vários policias. Agora sugiro a quem esta a ler este texto, faça o exercício mental de se por na pele dos policias por momentos, e depois talvez vejam as acções da policia com outros olhos. Na acção de controlo de tumultos há uma forma protocolar de agir que da sempre vantagem a quem esta a causar os desacatos, para impedir que estes comecem deliberadamente a atacar a força que la esta só por segurança. A policia não chega la e começa a distribuir pancada do nada, isso é mentira mas é a imagem que passa através da comunicação social. A força policial por norma chega ao local da acção horas antes, e adopta um postura passiva com o mínimo de interacção possível, para evitar o uso da violência assim como para evitar ser agredida. Quando vimos cargas policiais, é sinal de que aqueles policia estão ali há horas a fio a aguentar tudo e mais alguma coisa, e a ordem de carga só é dada quando as coisas já estão para la do risco a algum tempo.
As manifestações, as greves, os protestos e as acções de luta social são muito necessárias em Portugal nos dias de hoje, mas em primeiro lugar devem ser feitas de forma civilizada, e conduzidas por pessoas responsáveis que sabem o que estão a fazer e não por certos bandos anarquistas que se infiltram muitas vezes e acabam por fazer das suas. Estamos num país democrático e devemos ser orgulhosos disso por é sinal de que houve alguém que lutou para que assim fosse, temos direito a mostrar o nosso descontentamento, mas a ideia é fazer que a nossa voz chegue a quem esta no poder, a ideia não é provocar e agredir a policia que no fundo são pessoas comuns com as mesmas preocupações e problemas que nós, a finalidade não é perturbar o cotidiano das pessoas que que não se manifestam, por isso é preciso é preciso saber diferenciar a luta legitima da anarquia.


By:André Leal

segunda-feira, 12 de março de 2012

Marcas....

Hoje quando abri o meu facebook vi que um amigo meu partilhava uma ligação em homenagem ao rapper Notorious B.I.G, pois faz hoje precisamente 15 anos que essa jovem promessa do HipHop mundial morreu. Se hoje fosse vivo, tal como escrevi em jeito de comentário ao vídeo partilhado pelo meu amigo no facebook, hoje Notorious seria sem duvida um ícone da musica mundial caso ainda fosse vivo.

Este breve interlúdio serve como a minha pessoal homenagem a este nome do hiphop, pois como apreciador de alguns titulos deste tipo de musica senti me no dever se fazer uma breve referencia a esta data. Este prologo serve também para dar o mote ao assunto que hoje me serve de pensamento do dia, por assim dizer. Este rapper apesar de ter tido uma vida curta deixou uma marca para a posteridade, e deixou um história, um exemplo e uma lição, tal qual todos nos haveríamos de deixar, e no fundo eu acho que essa é uma das razões da vida. A marca individual que deixamos a humanidade é do tamanho da nossa influencia na sociedade, ou por outras palavras tem a ver com o numero de pessoas que conseguimos marcar na nossa vida. Todas as pessoas que passaram na minha vida e deixaram uma marca de qualquer tipo, uma relação, uma lição, uma maneira de ver a vida ou um ideal, essa já mais esquecerei, pois foram as que me fizeram ganhar algo com a presença delas... Procuro deixar a minha marca na vida, como todos nos devemos procurar deixar, quando falo em deixar marca não me refiro a algo a escala mundial se bem que era óptimo, mas já me vou contentar se ao chegar ao leito da morte, os meus descendentes, se os vier a ter, ou então os meus sobrinhos, outro tipo de pessoas chegadas que me vão recordar, reconhecerem que eu lhes ensinei algo que eles vão passar as gerações futuras. A marca individual que cada ser deixa no mundo, é muito importante para que a humanidade aprenda colectivamente, se torne melhor, o ensinamento, marca ou lição que deixamos ao mundo ate pode cair no esquecimento umas décadas depois, mas se alguém a recordar por um minuto que seja após a morte de alguém que deu esse ensinamento já valeu apena ter vivido.

Todos queremos deixar descendencia, ou pelo menos a maioria da raça humana quer, é deste instinto pré programado na nossa genética que a raça assegura a sua sobrevivencia, e a nossa descendencia por norma é sempre uma versão melhorada de nós propios, que ja por si tem alguma evolução em relação aos pais, e a esse facto pode também acrescentar se, as lições, e a experiência adquirida pelos país durante o periudo que já viveram e que estes transmitem aos seus filhos. Esta é uma forma natural e instintiva de cada ser influenciar alguém com as suas aprendizagens e conclusões acerca da vida outras formas existem, mas esta é aquela que temos como mais certa.

Como iram perceber pelo corpo do texto este texto não foi escrito num só dia, por isso a data do aniversário de Notorios B.I.G, não vai coincidir certamente com a data de publicação deste post.



BY. André Leal

quinta-feira, 8 de março de 2012

De volta...

Algum tempo depois, volto a escrever para o boneco, parei por uns tempos, não terá sido certamente por falta de assunto para escrever, porque neste maravilhoso país de meia em meia hora aprece algo que supera o que de incrível aconteceu na meia hora anterior... Escrever é libertador, sem duvida que o é, ultimamente não o tenho feito com tanta frequência talvez por falta de vontade ou por aparecer algo que sempre se mostra mais importante do que escrever mais uma idiotice qualquer para por no meu blog... Ultimamente tenho me dedicado mais a escrita em papel como se fazia nos bons velhos tempos, e também ao relato dos acontecimentos que me tem preenchido a vida, isto tal tenha a ver com a inspiração que os clássicos de Júlio Verne me estão a dar, tenho andado a ler as 20 mil léguas submarinas, livro muito interessante que me desperta para a necessidade de o ser humano ter de registar, ou fantasiar as suas proezas, sonhos, desavenças com a vida e os seu devaneios.

É este breve texto que pretendo começar uma nova fase de inspiração de escrita para o boneco que é este blog. Apesar de tudo aqui sempre ficaram guardadas e ao dispor de outros loucos, as opiniões e taras de alguém que apesar de tudo gosta de ir escrevendo algumas coisas nem que seja para o boneco.

By:André Leal

sábado, 28 de janeiro de 2012

Tenham dó...

Tristeza, repudio, e falta de consideração pelo povo português, estas são as ideias que tenho agora acerca deste assunto. Aníbal Cavaco Silva, alguém a quem ouvimos nos últimos meses muitas recomendações dirigidas a Paços Coelho , no âmbito das medidas que o governo esta a aplicar, e que não se podia pedir mais sacrifícios aos portugueses, porque o povo esta nos limites das suas possibilidades, vem agora borrar a pintura, quando diz que o seu rendimento de P.R não chega.
 Sinceramente sempre admirei o Cavaco, até já o defendi em varias situações, mas como diz o velho ditado popular, "até no melhor pano cai a nódoa" e sem duvida que as recentes declarações do P.R são no meu ver uma insultuosa falta de respeito pelos milhares de portugueses desempregados. Vou deixar aqui um estrato do rendimentos património do sr presidente , produto de uma rápida pesquisa minha pela net:
Ganhos por trabalho dependente: 6523 euros mensais como Presidente.
Rendimento de capitais: 2928 euros.
Pensões acumuladas: 10404 euros mensais.
( exemplos: pensão como reformado do Banco de Portugal e outra da Caixa Geral de Aposentações, e por ter sido professor catedrático na Universidade Nova de Lisboa. )
292000 euros em contas nos bancos: CGD, BPI e BCP.

Bens :
Uma casa na Aldeia da Coelha ( Albufeira) , Um lote de terreno em Boliqueime, um apartamento na travessa do Possolo, Herança de 4 prédios Urbanos e 5 prédios rústicos em Loulé.


By:André Leal